Jornal Cultive

January 2, 2017

 

 

 

Novembro 2106 – Edição nº 01

 

Um

Dia de

Felicidade

 

CultivandoArteLiteratura

ConhecimentoSolidariedade

 

    

 

 

 

 

 

Cultive

 

 

 

Um

 

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precioso

 

 

 

 

 

 

 

 

JORNAL CULTIVE

 

 

Criado por Valquiria Imperiano

Data da criação novembro/2016

Colaboradores Diversos escritores, artistas plásticos, fotógrafos

 

© CADA AUTOR DETÉM OS DIREITOS AUTORAIS SOBRE OS TEXTOS PUBLICADOS NESTE JORNAL

© Valquiria Guillemin detém os direitos autorais deste jornal

 

Os textos são de autoria e responsabilidade do autor

Foto capa  e contra capa © VALQUIRIA IMPERIANO

 

Revisão parcial do autor

Revisão geral: Maria da Graça Melo

Diagramação: Valquiria Imperiano

Editor executivo: Valquiria Imperiano

Editor chefe e imagens: Luciana Imperiano

 

Distribuição gratuita por meios virtuais

Tema de  dezembro: UM DIA DE FELICIDADE

 

Site: www.arts-imperiano.com

Site: http//arts-imperiano.wixsite.com/cultive

 

Email para contato: imperianov@gmail.com

Telefone: 0041 79 616 37 93

 

 

 

 

 

 

 

CultivandoArteLiteraturaConhecimentoSolidariedade

 

 

CULTIVE é uma associação que visa divulgar e apoiar a arte e a literatura lusófona, assim como, apoiar e organizar eventos que levem a cultura e ajuda às comunidades carentes.

 

O jornal CULTIVE é uma das atividades da Associação CULTIVE.

 

O jornal CULTIVE, em seu primeiro ano de edição, pretende agregar escritores e pessoas interessadas pela cultura bem como artistas que queiram divulgar seus trabalhos no Brasil e no mundo, colaborando dessa maneira para que a cultura seja abordada por pessoas de todas as áreas sociais.

 

O criador da CULTIVE produz esse jornal gratuitamente tanto para os interessados em publicar suas obras, quanto para quem quer ter acesso à sua leitura.

 

Para cada edição será proposta um tema e os autores podem enviar seus textos por e-mail, seja texto infantil, literatura para todos, textos históricos, pesquisas, críticas, fotos, pinturas, etc .

 

CULTIVE é um jornal eclético, porém reservamo-nos o direito de não aceitar textos de cunho político, religioso e/ou pornográfico.

 

A CULTIVE não é um veículo de propaganda eleitoral, nem ideológica.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Art Littérature Solidarité

 

 

 

A CULTIVE promove eventos culturais: exposições de arte, salão de livros, vernissages, encontros literários, tardes de autógrafos. Além de difundir os autores e artistas, fornece orientação sobre as atividades literárias, organiza e divulga o Jornal Cultive de Literatura e organiza campanhas caritativo- culturais.

 

A CULTIVE  tem o apoio da Académie de Lettres e Arts Luso-Suisse sediada em Genebra,  ALALS.

 

Por que criei a CULTIVE? 


Muitas associações objetivam seu trabalho no lucro excessivo. É claro que ninguém pode trabalhar sem remuneração, todos precisamos sobreviver, mas se pagamos por algo temos que ter retorno, ter nosso trabalho divulgado, mostrado, apresentado etc... Nós da CULTIVE, não somos engajados pelo lucro, porém a CULTIVE não recebe subvenções e precisa que os participantes contribuam nos eventos nos quais participam. CULTIVE pode fazer esse trabalho sem precisar cobrar valores exorbitantes, dando a possibilidade ao escritor de diminuir seus custos. Além de mim, Valquiria Imperiano, temos outros componentes a apoiar a CULTIVE pegando, cada um de nós, um setor para executar uma parte do trabalho. Acreditamos que a união faz a força, basta que cada um possa dar um pouco de si mesmo.

 

A CULTIVE – CULTUREL EVENTS tem como objetivo divulgar a cultura. Seu trabalho consiste em apoiar e elevar o nome dos escritores e artistas na Europa, promovendo, vernissages, amostras, assim como, exposição de obras literárias e obras plásticas em Genebra, Portugal e Itália, reforçando o entrosamento entre artistas e literatos para que possamos, com a união, tornarmo-nos uma força. 

 

A participação nos eventos da Cultive pode ser com a presença ou não do artista/escritor, porém a Cultive organiza de tal forma seus eventos que mesmo ausente o artista/escritor será apresentado ao público de maneira virtual.

 

Outras propostas da Cultive

 

  • Divulgar e distribuir o jornal trimestral Jornal Cultive de literatura com participação e distribuição gratuitas, via internet;

  • Guardar os livros e as telas dos participantes do Salão de Genebra com objetivos de divulgá-los da seguinte forma ;

  • Distribuir livros em bibliotecas públicas e livrarias em países da Europa que forem visitados pela Cultive;

  • Expor e distribuir livros em associações sem fins lucrativos;

  • Organizar exposições de Arte na Suiça, Portugal, Itália, Alemanha, França e Inglaterra, entre outros, de acordo com o regulamento a ser proposto;

  • Expor livros na vitrine da CULTIVE em Genebra;

  • Organizar animações no Stand;

  • Realizar e apresentar concursos que serão premiados nos Salões de Exposição;

  • Dar oportunidade aos escritores, todos os dias do Salão durante 1h30, para fazer uma sessão de autógrafo.

 

Um nova maneira de apresentar as obras.

 

A Cultive usa um estilo de exposição diferente, misturando arte e literatura. Essa forma de apresentação proporciona uma dinâmica interativa entre o visual e o escrito, dando assim maior criatividade às exposições artísticas e literárias. Sempre que as condições forem adequadas serão realizadas sessões de autógrafos e exposições em conjunto. As exposições são limitadas aos participantes dos projetos da CULTIVE. 

 

A CULTIVE executará as seguintes diretrizes durante seus eventos:

 

  • Trabalho de marketing para que o artista /escritor possa ser visto e reconhecido, através de vídeos e fotos, correios eletrônico, divulgação nas redes sociais, rádio e jornais;

  • Apresentará artistas plásticos e exporá obras no stand;

  • Fará apresentação virtual do escritor;

  • Distribuirá prémios (medalhas, certificados) e material de divulgação;

  • Proporcionará confraternização e leitura de textos;

  • Dará orientações aos participantes dos eventos quanto à locomoção, hospedagem;

  • Serviço de tradução se necessário;

  • Registará os eventos com fotos e filmagens, para isso contando com os  profissionais da área;

  • Encarregar-se-á de toda a logística dos eventos;

  • Organizará encontros e saraus.

 

Solidariedade

 

Um dos objetivos da Cultive, é também, oferecer aos mais necessitados alegria e esperança, investindo principalmente na criança, organizando campanhas em lugares desfavorecidos, levando o prazer, o saber e a cultura com três elementos distintos: brinquedos, workshops e livros sem descartar também o alimento do corpo.

Esse trabalho é realizado graças às doações dos amigos do projeto anualmente.

 

Eventos :

 

2015

 Foi realizado a Campanha UM DIA DE FELICIDADE no Bairro da Torre em João Pessoa e Tramataia;

 

2016

  • Dezembro lançamento da 1ª   Edição do Jornal Cultive de Literatura

  • A Cultive estará na Paraíba e em Fortaleza realizando a campanha UM DIA DE FELICIDADE levando presentes para as crianças, instalando uma biblioteca, e oferendo workshops.

 

2017

  • CULTIVE estará com um Stand no 31º Salão do Livro de Genebra que se realizará  do 26 ao 30 de

 

 

 

 

 

 

Equipe de trabalho CULTIVE

 

 

 

 

 

 

Valquiria Imperiano

Presidente

 

Brasileira

Reside me Genebra

 

Iniciou a campanha UM Dia de Felicidade 2015

Mentora do projeto Cultive

Formada em Letras

Professora

Escritora

Pintora, Escultora, Designer de moda e de joias

Secretaria da ALALS

 

Línguas:

Português

Francês

Espanhol

Inglês

 

Brasileira/Suíça

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Luciana Imperiano Bodner

Diretora  Operacional

 

Brasileira

Reside na Alemanha - Berlim

 

Co-fundadora da Cultive

Artista plástica

Organizadora de Eventos em Berlin

Guia de turismo

 

Línguas:

Português

Inglês

Alemão

Espanhol

Francês

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Marcia Rocha

Diretora Cultural

 

Brasileira

Reside na Bologna Itália

 

Psicóloga

Escritora

Artista plástica

Dramaturga

Professora

Presidente da ACIM

Acadêmica da ALALS

 

Línguas:

Português

Italiano

Espanhol

Editora

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Augusto Melo

Diretor de Comunicação

 

Português

Reside em Genebra

 

Jornalista

historiador

Artesão

Presidente da ALALS

 

Línguas:

Português

Francês

Inglês

Espanhol

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Maria da Graça Melo

Diretora de Imprensa

 

Portuguesa

Reside em Lisboa

 

Escritora

Gestora

Membro da APP

Acadêmica da ALALS

 

Línguas:

Português

Inglês

Espanhol

Francês

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Poetando nessa edição

 

 

 

Nessa Edição de dezembro, cujo tema é UM DIA DE FELICIDADE o JORNAL CULTIVE selecionou alguns textos que falam sobre o que é ter/ ser ou passar um dia de felicidade.

 

O mês de dezembro é um mês carregado de desejos de felicidade. Todos confraternizam. Amigos e familiares procuram-se, deixam de lado suas rixas e disputas e procurando patrocinar uma noite de felicidade para nossas crianças e familiares. É tão ampla a felicidade e, ao mesmo tempo, tão difícil de ser alcançada ! A realidade do resto do ano mostra o aspecto difícil e complicado de nos mantermos atentos e promovendo felicidade a nossa volta.

 

O nosso lar, a Terra, está cercada por energias pesadas que transformam toda a possibilidade de ser feliz em tristezas. Diariamente tragédias e catástrofes acontecem em toda a parte do planeta e nós, os que escapamos da tragédia, ficamos assistindo aos factos sentindo-nos impotentes uns e desinteressados outros. Somos telespectadores.  Até quando? Não é possível dar um prognóstico que defina nossa segurança, que afirme, com certeza, que não seremos as próximas vítimas das barbaridades que destroem a paz e o bem estar do homem.

 

A terra gira sem parar e com ela a vida também se movimenta, não podemos mudar o curso da sua trajetória, mas podemos procurar sermos felizes e fazer o outro feliz, descobrir o prazer de ver os que nos cercam sorrindo, mesmo que seja por um curto momento.

 

Um dia feliz pode ter o poder de transformar nossas expectativas, de nos dar a possibilidade de continuar a sonhar, de desejar algo difícil de ser alcançado porque um  dia de felicidade alimenta a esperança.

 

Muitos deixam o orgulho comandar seus sentimentos e permanecem enclausurados, até imaginam desnecessário o contato e a tentativa de reaproximação. Não acreditam no amor, nem na felicidade e permanecem solitários e tristes. Para esses sofredores do desespero o mundo é negro e desesperançado. Desejo, apesar da severidade com que encaram a vida, que encontrem o fio da caridade que os fará descobrir que a felicidade

pode estar, também, em perdoar e em reaproximar-se.

 

Um esforço para usar uma borracha e apagar as próprias mágoas ajuda-nos a aliviar nosso peito. Como diz o ditado: é dando que se recebe.

 

Aqui, neste Jornal, os poetas exaltam pequenas coisas que podem provocar a felicidade, são palavras que falam dos sonhos, de uma observação e de desejos de dias felizes.

 

Valquiria Imperiano

 

 

Ditados sobre a felicidade

 

Felizes os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus.

Jesus Cristo

 

O segredo da felicidade é encontrar a nossa alegria na alegria dos outros.

Alexandre Herculano

 

A felicidade não está em viver, mas em saber viver. Não vive mais o que mais vive, mas o que melhor vive.

Mahatma Gandhi

 

Feliz de quem entende que é preciso mudar muito pra ser sempre o mesmo.

Dom Hélder Câmara

 

Saber encontrar a alegria na alegria dos outros, é o segredo da felicidade.

Georges Bernanos

 

Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho.

Mahatma Gandhi

 

Torne o resto da sua vida tão significativo quanto possível. Consiste apenas em agir levando os outros em consideração. Assim, encontrará paz e felicidade para si mesmo.

Dalai Lama

 

Não devemos permitir que alguém saia de nossa presença sem se sentir melhor e mais feliz.

Madre Teresa de Calcutá

 

A ação nem sempre traz felicidade, mas não há felicidade sem ação.

Benjamin Disraeli

 

A sua evolução depende de você, ame ao próximo, ajude aos necessitados mesmo que você não ganhe nada em troca. A caridade de hoje é a felicidade de amanhã.

William Pietro

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Cultivando letras

 

 

 

  • Anabela Alexandra Gaspar Silvestre  ……………………………14

 

  • Amalia Mendonça…………………………………………………..16

 

  • Augusto  Lopes………………………………………………………18

 

  • Carmem Hussein…………………………………………………….21

 

  • Luciana Imperiano Bodner ………………………………………..23

 

  • Márcia Rocha………………………………………………….……..25

 

  • Maria da Graça Melo…………………………………………….…28

 

  • Tania  Tredesi……………………………………………………..30

 

  • Valquria Imperiano…………………………………………….…..33

 

  • Cultive solidariedade ……………………………………………...36

 

  • Em pauta…………………………………………………………..…47

 

  • Agenda Cultive……………………………………………………..49

 

  • Exposição ………………………………………………………..…..52

 

  • Mensagem Ano Novo……………………………………………….58

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

FELIZ NATAL!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Anabela Alexandra Gaspar Silvestre

 

 

 

 

 

Nasceu em 1978, na Covilhã (Portugal), onde reside.

Mestre em Língua, Cultura Portuguesa e Didática, pós-graduada em Ciências Documentais – Opção de Biblioteca e Documentação e licenciada em Língua e Cultura Portuguesas (Ensino) pela Universidade da Beira Interior.

Sócia da APP (Associação Portuguesa de Poetas) e da APE (Associação Portuguesa de Escritores).

Autora da obra poética Retalhos de Alma editada em 2014; do livro A Essência do Olhar: Crónicas do Quotidiano editado em 2015 e coautora em diversas Antologias e Coletâneas.

Alguns dos seus poemas foram musicados por músicos portugueses e brasileiros.

Gosta de ler, escrever, meditar, ouvir música, apreciar os inúmeros encantos da natureza…

Páginas da escritora:

https://www.facebook.com/anabelagasparsilvestreescritora

E-mail: anabela.g.silvestre@gmail.com

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Um dia de felicidade

 

Por Anabela Alexandra Gaspar SIlvestre

 

 

 

 

 

Recuo no tempo… Volto à minha infância…

 

Férias de verão… Estou na aldeia da minha avó materna. Um dia à noite decidimos que no dia seguinte iríamos à cidade mais próxima de autocarro. Eu delirei… Adorava utilizar este meio de transporte.

 

A empolgação era tanta que acordei muito antes da avó Rosa me chamar. Tomámos o pequeno-almoço cedo porque o autocarro sairia ao raiar do dia.

 

E lá fomos as duas, de mãos dadas, para a paragem do autocarro, na rua principal da aldeia, junto à fonte de pedra. Uma fonte de onde sempre brotava (e ainda brota) água fresca.

 

Daí a pouco chegou o “nosso” meio de transporte… Levava poucas pessoas.

 

Eu escolhi um lugar à janela para me maravilhar com a paisagem campestre que me acolhia do lado de fora. Ia falando com a avó Rosa e sorria-lhe, extremamente grata por me proporcionar esta aventura que guardo para sempre no meu coração.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A viagem foi longa. Mas para mim pareceu breve demais…

 

Assim como é a nossa vida…

 

Aproveitemos cada minuto!

 

Presentemente já não tenho a minha avó fisicamente comigo mas em cada viagem que faço sei que está sempre junto de mim, levo-a sempre no meu pensamento. Volto a ser a menina da sua avó num dia de felicidade, autêntico, soalheiro e recheado de afeto.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Amalia Mendonça

 

 

 

 

Eu mesma, Amalia Mendonça, possuidora de uma miopia congênita, estando limitada visualmente no dia-a-dia, nunca desisti do meu sonho de escrever um livro e consegui esse grande feito.

 

Tenho 47 anos, sou  natural de uma aldeia do Norte de Portugal chamada Passos Mirandela, distrito de  Bragança, estou emigrada em Genebra há cerca de trinta anos.

 

A minha juventude foi passada com algumas dificuldades próprias da época. Sem que nada me deixasse prever, comecei a ter perda da visão. O problema foi-se agravando de ano para ano  e, curiosamente, após o nascimento do meu filho André foi-me diagnosticado um problema de miopia.  Aos 24 anos já havia perdido cerca de 30% da minha visão 

 

Pouco tempo depois senti-me forçada a largar o meu emprego pois não aguentava mais o incômodo proporcionado pelo uso das lentes e dos óculos. Os meus olhos estavam sempre vermelhos e transmitiam-me enormes dores. Fui sujeita a dois  implantes  intraoculares um em cada olho, o esquerdo  20 dioptrias e o direito 24 dioptrias. Seguiram-se várias outras operações que permitiu-me recuperar 50% do meu trabalho 

 

No entanto, o meu problema de visão continuou a agravar-se de forma cada vez mais acentuada. Decidi, então, procurar os melhores médicos em vários países, desde Portugal, Espanha, França e a Suíça. Na  Suíça comunicaram-me que não havia cura para a  minha doença, tratando-se de caso único em todo o país.

 

Mais tarde fui forçada a largar por completo o meu emprego, sem possibilidade de poder continuar os estudos ou alguma formação, tendo grande dificuldade em realizar as tarefas básicas do quotidiano, como por exemplo: cozinhar, telefonar e até mesmo fazer as compras, pois não consigo visualizar as cores.

 

Felizmente meu marido  e minha família, sempre me apoiaram nestes momentos difíceis, ao longo dos quais sempre fui registrando por escrito todas as minhas memórias. No final de 2015 o meu primeiro livro, escrito em francês, intitulado “Une Malvoyante qui a tout vu” (Uma invisual que muito viu) foi lançado.

 

O evento decorreu no dia 19 de dezembro, no restaurante “Il Destino”, em Genebra, onde estiveram dezenas de pessoas que quiseram estar presente neste momento tão importante para mim.

 

 

 

 

Entrevista com Augusto Lopes

 

 

 

Augusto Lopes (AL): Amália Mendonça é um caso raro de coragem perante  uma doença que lhe surgiu na vida e mudou toda a sua rotina. De onde vem toda essa força?

 

Amália Mendonça (AM): Emigrante é aquele ser humano que na sua bagagem transporta uma certa valentia, um pouco de medo, a dose certa de esperança, e muita fé em Deus, para recomeçar sua vida num país que não é o seu mas que nos acolhe de braços abertos para podermos lutar pelos nossos sonhos em busca de uma vida melhor. Vida esta que nem sempre é fácil.

Foi-me reconhecido pelos médicos três por cento de visão no olho direito e dois por cento no esquerdo, porém não quis aceitar isso e fui à luta pelos meus sonhos, tendo sempre contado com a ajuda da minha família e amigos.

 

AL: Um dos seus sonhos, era escrever um livro com as suas memórias. De onde surgiu essa paixão pela escrita?

 

AM: Sempre adorei escrever e para me ajudar mais na minha autoestima e ganhar coragem para lutar contra essa minha perda de visão lembrei-me de registrar as minhas memórias. Aos poucos a tinta da minha caneta ia escorrendo para o papel registrando os meus desafios e batalhas e, também, o resultado das mesmas, as minhas vitórias e as minhas derrotas...

 

AL: O que representou para si a concretização desse sonho de escrever esse seu livro, com um tema tão sugestivo: “Une Malvoyante qui a tout vu”?

 

AM: Para mim representa muito mais do que a conquista de um prêmio, acima de tudo porque sempre tive o apoio dos meus amigos e família. É geralmente nos momentos difíceis que conhecemos os melhores amigos. Nesse dia senti-me ainda mais grata pois estiveram presentes e isso me confortou mais ainda na decisão de nunca abandonar meus sonhos …neste momento só tenho 10% de visão mas com fé tudo se consegue.

 

 

 

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Augusto Lopes (escritor)

 

 

Augusto Lopes é natural de Viseu, Portugal, onde fez os estudos de Designer de mobiliário e Engenharia de madeiras, na Escola Superior de Tecnologia de Viseu, tendo ganho uma Bolsa de Mérito para estudar na Universidade de Liubliana, na Eslovénia, através do programa Erasmus.

 

Atualmente a viver em Genebra, onde trabalha como Técnico numa empresa de mobiliário. Alia a sua atividade de escritor com as de jornalista do Jornal Gazeta Lusófona, historiador, etnógrafo, locutor de rádio, músico e elemento muito ativo em várias associações culturais de Genebra. É ainda Membro da Associação Portuguesa de Escritores, Membro Correspondente da União Brasileira de Escritores e Fundador da primeira Academia de Escritores na Suíça, a ALALS- Académie de Lettres et Arts Luso-Suisse, da qual é o Presidente.

 

Desde bem novo começou a participar em concursos de prosa, como foi o caso em 1990, com o romance “Sons de Silêncio”.

 

Continuou a escrever colaborando em vários jornais e revistas, tanto em Portugal como no Brasil, tendo editado neste país o livro "Vil de Souto- Cantinho da Beira Alta", em 2001, pela Editora Muiraquitâ, de Niterói. No ano de 2004 surge "Meu Sol de Inverno", desta vez com edição de autor, em Portugal, e em 8 de Novembro de 2014 foi apresentado na Suíça o seu mais recente romance, Meu Sol de Genebra, com edição da Chiado Editora, tendo sido convidado a participar no 29º Salon du livre et de la Presse de Genève, em maio de 2015, com várias sessões de autógrafos, tendo partilhado esse espaço ao lado do cómico e escritor francês Bernard Minet, por onde passaram cerca de 95 000 pessoas.

 

Ainda na Suíça foi entrevistado pela TVI, entrevista esta que passou no dia 15 de Dezembro no programa da Fátima Lopes «A Tarde é Sua».

 

Os seus livros encontram-se à venda em todas as livrarias do seu país, no Brasil e ainda na Suíça, tendo sido divulgado por individualidades bem conhecidas como por exemplo os cantores portugueses: Zé Amaro, Norberto Ferreira, José Malhoa e as cantoras Flor, Maria Lisboa e ainda a Ágata, através da sua página ÁgataOficial.

 

Participou ainda em inúmeras Antologias, editadas em francês, inglês e italiano.

 

Outras apresentações:

 

  • 12 de Julho,  na Fnac, (Palácio do Gelo) em Viseu, Portugal

  • 17 de Outubro,  no Festival 6 Continentes, em Genebra

  • 31 de Outubro, na Association Culturelle Luso-Suísse  Laços,  em Genebra

  • 13 de Novembro, nas Automnalles, na Palexpo, Genebra

  • 12 de Dezembro, apresentação do livro “Mon Soleil de Genève” versão  em francês, em Genebra, na Suíça.

  • 19 de Dezembro, apresentação do livro “Meu Sol de Genebra” versão  em português, no Club Literário Chiado, em Lisboa, Portugal.

  • Fevereiro de 2016, na Embaixada do Brasil, em Genebra.

  • Março de 2016, em Niterói, no   Rio de Janeiro e ainda em Santa Catarina (Brasil).

  • Maio de 2016, em Roma, Itália (no Consulado Brasileiro, em Roma).

  • Julho de 2016, em Londres, Inglaterra (na Casa do Brasil)

  • Julho de 2016, em Ourém, Portugal.

  • Outubro de 2016: Condecoração em Paris, pela Divine Académie Française des Artes  Lettres et Culture, com o Título de: Embaixador das Artes e Letras

 

 

 

 

 

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Vida no campo


por Augusto Lopes



Acordo ao som de um melro
Que, logo cedo, bica na minha janela
Vem-me dar assim bons dias,
Desta maneira tão inocente, quanto singela!

Não necessito pois de despertador,
Com esse som próprio, estridente,
Que ao tocar faz gentil favor,
De nos mostrar mais um dia pela frente.

Mas eu não, não vivo na cidade
Vivo no campo, pois então?
Madre Terra sedutora com vaidade
Fonte de artistas_ corrente de inspiração!

É bom abrir os braços, acolher os ramos,
O ar, a vida, a luz, o vento,
E com ubiquidade tocar o céu,
Sensação tão verossímil, própria desse momento.

Tudo tem vida e vai vivendo,
Sem pressas haver, nem atropelos de gente,
Nem ruídos, sobre nós se metamorfoseando,
Simbiose da harmonia natural, placidamente.

Olho o mundo da minha janela,
E contemplo tal beleza que alguém semeou,
Nesta Terra Mãe, assim tão bela
Com que Deus, justamente nos brindou!
 

São únicos os trilhos que sigo,
           Tão puros, que

Alguém cobriu com seu manto.

      Por isso mesmo vos digo:

     É tão bom viver no campo!

 

 

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Carmem Lúcia Hussein

 

 

 

 

 

Biografia

 

 

 

 

 

Carmen Lúcia Hussein é poeta e  professora universitária. Doutora com  Pós-doutorado  em Psicologia Escolar no Instituto de Psicologia na USP. Publicou alguns livros, vários artigos e recebeu 5 distinções internacionais nesta área. Tem 21 livros de poesia sendo 1 livro traduzido em italiano, francês, inglês e espanhol e um outro em espanhol. Participou em 131 Antologias sendo 62 divulgadas  no exterior sendo 30 em Portugal e Países Lusófonos.Pertence a Academias (6) e associações(4)  no exterior (NLAL -Lisboa, CIEE- Galiza, ALAV- Valparaiso,  NLABA- Buenos Aires; Divine Académie-Paris-Embaixadora; ALB-Suíça; Del Mundo-Santiago, CEMD -Diáspora, ACIMA-Milão;WPS-Canadá;).E a entidades (11) e associações(3) nacionais. Ganhou alguns prêmios  nacionais e no exterior  como  Ganhará o Prêmio Machado de Assis de Honra ao Mérito Cultural  do NLAL-Lisboa-Pt no RJ em jan/17● Divine  Académie- (Paris) outorgou Altas Insígnias em SP em abr/16 ●Menção Honrosa a Poesia (Eternidade) no III Prêmio Varal em nov/15 em Genebra  Prêmio Excelência dado pelo CEMD (Diáspora) em 2014.Tem livros divulgados em Lisboa e em Santiago de Compostela,Galícia .Mora em São Paulo e nasceu em Taubaté.

www.livrariacultura.com      www.carmenluciahussein.com.br www.amazon.com

 

 

 

 

 

Publicações: livro pela CBJE “Passagens de Vida “ em 2008; os livros “Retratos”, “Ressonância” , “ Contemplação “, Reminiscências / O Relógio e o Tempo pela CBJE em 2010. Também tem os livros de poesias “ As palavras escolhidas”, “ Caminhos”, “ Um novo horizonte”, “Meditações” , “ Expressão Poética e “Poemas Contemplativos” pela CBJE em 2012 ( traduzido em espanhol). .Ainda publicou os livros pela CBJE “Além do Cotidiano”, “Versos Líricos”, “O verão daquele ano “, “O Fluxo do Tempo” , “ A Casa Amarela” e “ A manhã daquele dia” pela CBJE em 2013 (traduzido em espanhol, francês, inglês e italiano).Seu livro” “A Casa da Rua XV-Versos”- foi lançado pela CBJE em 2014. E  os livros  “O ypê-roxo no jardim”  e  “Tempo Presente”  pela CBJE .em 2015, “Possui 2 livros de Psicologia da Educação- Bomtempo, E; Hussein, C.L. e Zamberlam, M.A. Psicologia do Brinquedo: Aspectos Teóricos e Metodológicos,SP,EDUSP e Nova Stella,1986 e Leitura Crítica e Criativa: Ensino e Aprendizagem, RJ:CBJE,2008.

 

 

 

 

 

 

A felicidade

 

 

Por Carmem Lúcia Hussein

 

 

A felicidade está na beleza

Do céu enluarado e estrelado

Do canto do sabiá

Da flor colorida

Do sorriso de uma criança

Do sonho de amor e seu perfume

Do encanto de dar amor

E ajudar o outro

De ler uma poesia

E da singeleza de criar um poema

De estar com você

E do seu jeito denso e alegre de ser.

 

 

 

 

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Luciana Imperiano Bodner

 

 

 

 

 

Brasileira mora em Berlin desde 2003. Cursou francês na Sorbonne em Paris; ingressou na universidade de cinema em Berlin; é organizadora de eventos

 

 

 

em Berlin e Guia de turismo; é artista plástica; co-fundadora e Diretora Operacional da Cultive.

 

 

 

 

 

 

Bom outono

Por Luciana Imperiano Bodner

 

 

Entre

chuvas e

folhas Vermelhas

e douradas  Num lugar

de contos e mistérios, Entre

cavalos  e  carvalhos Sempre

chove  O vento  chega  frio E as

paredes  falam em silêncio...Como

foi seu dia hoje? Aqui crianças pulam

Colhem  as  maçãs Para  levar para os

Cavalos O outono chegou! Novembro vai

estar bom!

Bom,

ainda,

2016

para

você!

 

 

 

Márcia Cabral da Rocha

 

 

 

Brasileira de Recife/PE é psicóloga, professora, escritora, pintora, poeta, dramaturga e contadora de histórias.

Na Psicologia Hospitalar foi autora de vários projetos culturais dentro da Unimed em Joinville/SC:

1-Teatro, Mostra de Arte e Música no Hospital;

2- Biblioteca Itinerante; 

3- Esporte no Hospital. 

Foi proprietária da “MANIA DE ANIMAR Eventos”, primeira no ramo em Joinville, na década de 80.

Mora há 08 anos na Itália desenvolvendo trabalhos na área de arte-educação pelo Brasil e Europa.

Desde 2007 participa de Mostras de Arte e Literatura na Itália, França, Inglaterra, Noruega, Portugal e Brasil, entre outros.

E’ presidente da Associação Cultural Internacional MelhorAndo – ACIM, com sede na Itália.

A ACIM esse ano (2016) organizou dois eventos:

1 - “Tributo a Gonzaguinha”, aniversário de 20 anos da morte do cantor/compositor.

2 - “1ª FLAB-Itália = 1ª Festa Literária e Artística Brasileira –Itália http://flabitalia.wixsite.com/flab

 

DEUSAS EM MIM

 

por Marcia Rocha Cabral

 

Amo amar-te e nem te conheço

Mas é já um começo amar assim.

Acordo em mim as deusas

a esperar tua chegada.

Se fará noite enluarada

 no céu. Um leito de estrelas.

Conhecerei o amor... e no gozo a dor humana.

 

Atena te dará sabedoria,

Afrodite, fogo e paixão,

Artemide caçará teu coração

e Estia tentará resistir.

Aletéia dirá a verdade

enquanto Muse dançará pra distrair-te

e na aurora Eos enfim te despertará.

 

As deusas em mim

deitarão em tua cama

a te amar por tudo amar-te

e desse amor sairá a arte

do amor que nada espera.

Apenas eu amando-te assim, mulher,

tendo as deusas em mim. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                          ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

 

Um dia de felicidade

 

Por Marcia Cabral

 

Quando criança, meu mundo perfeito era tudo que me ocupava. Nele existia meus pais e amor, irmãos e união, brinquedos e brincadeiras, escola e inteligência, casa e lar,  fome e comida, frio e agasalho. Eu não sabia o que era felicidade pois não conhecia a antítese dela. Hoje falo com propriedade sobre “um dia de felicidade” como uma preciosidade rara. Cada vez temos menos momentos  felizes frente a tanta dor e sofrimento alheio. 

 

Diante disso tudo me pergunto: Onde nos perdemos na estrada da infância que nos leva à vida adulta? Onde perdemos a chave de nosso mundo perfeito e por que a perdemos? E por que a porta de acesso foi trancada? Essas e tantas perguntas fazem-me crer que fomos programados, contra nossa vontade, para sairmos de lá porque lá eles (o poder ganancioso) não teria acesso a nossa alma e consequentemente ao nosso destino. Lá eles não podiam nos consumir nem consumar seus cruéis intentos de dominação.  Foi preciso que nos convencessem que somos diferentes das crianças que fomos na infância; que somos “outra pessoa” o que não é verdade.  Creio também que seja essa a razão da violência parecer algo desumano: Separaram o homem da criança que foi, isso foi e é “desumano”.

 

Pra mim, Um dia de Felicidade, são todos os dias do  “reencontro”  homem-criança que existe em cada um de nós.

 

 

~~~~~~~~~

 

 

 

 

 

 

Maria Graça Melo

 

 

Nasceu no Porto e viveu em Hamburg, Luanda e Madrid. Atualmente reside em Lisboa, Portugal. Editou dois livros de prosa e 54 de poesia; participou em mais de uma centena de antologias/coletâneas; organiza tertúlias, oficinas de poesia e feiras de livro em Lisboa e arredores. É vice-presidente da Associção Portuguesa de Poetas em Lisboa, membro da ALALS e Diretora de Imprensa da CULTIVE. Tem como objetivo a divulgação da lusofonia.

 

(no livro MENSAGENS DE NATAL)

 

 

 

………Hoje em dia toda a gente diz que se preocupa em ser feliz, mas cada vez vejo mais pessoas de ar triste, a queixar-se da vida. Ainda gostava de saber que felicidade é essa que todos procuram e poucos encontram!

- Eu acho que a felicidade não deve constituir uma preocupação mas sim uma constante receptividade para ir apreciando o bom que a vida nos vai servindo, em maiores ou menores doses, cada dia.

Não sei bem se a felicidade é o que sinto quando o meu neto me abraça; uma flor me sorri ou a chuva parece um caudal de lágrimas celestes tentando lavar os males do mundo. Mas sei que tenho o dever de ser feliz para poder espalhar felicidade à minha volta. ………

                               (Trecho de um dos contos do livro CONVERSAS REAIS- Maria da Graça M

 

 

Mensagem de Natal

 

Por Maria da Graça Melo

 

 

Se

bastassem

poemas de paz

para explicar o Natal,

àqueles para quem tanto

faz, àqueles que só fazem mal,

convocavam-se os poetas para

escreverem no espaço, até cansar

as canetas, até fechar um abraço, em torno

de toda a Terra, à volta do Universo, 

acabando assim a guerra

no eco

de um

simples

verso.

 

 

 

Tania Denise Tredesini Barbieri

 

 

 

É laureada em Nutrição, com especialização em Nutrição Clínica, ambas pela Universidade Federal do Paraná. Mora na Itália há 10 anos onde seu diploma foi reconhecido como dietista pelo Ministério de Saúde Italiano. Em Ferrara, onde reside, realizou vários trabalhos voluntários, um deles na área de alimentação, com crianças da Escola Elementar Mário Poledrelli, filhos de famílias imigrantes. Esse trabalho resultou no livro “Cibo migrante, távola mutante” que foi publicado por “Edizioni La Carmelina”.

Gosta de artes em geral, adora cavalos, nas suas horas vagas é avó e é aprendiz em tempo integral.  Iniciou a estudar pintura em acrílico e óleo. Tem como hobby, escrever, que é quase um vício, adquirido desde que aprendeu o “Be a Ba”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

UM DIA DE FELICIDADE

 

 

Por Tania Denise Tredesini Barbiere

 

 

 

“...e a tal felicidade, eu pensei que fosse uma brincadeira de papel.” (Anoiteceu ou Boas Festas– Assis Valente.)

Pois é, então nem todos são filhos de Papai Noel?

O período natalício sempre me traz um pouco de nostalgia, alegria e tristeza misturados.

 

Talvez por ter um forte apelo consumista e uma imposição da mídia que tenta padronizar até nossos sentimentos. Esta é a época do ano que todos devem ser felizes e  bons.

Luzes, enfeites de cores fortes, um frenesi por todos os lados. Mas, e a tal felicidade? Ela se materializa apenas no dia do Natal? Obrigação de ser feliz e bom apenas um dia ao ano? Vende-se a imagem de pessoas boas e caridosas, que no final do ano distribuem brinquedos e cestas recheadas com guloseimas. Entretanto ninguém diz onde se pode comprar a tal felicidade. Sabe-se que algumas pessoas a procuram incessantemente, e se questionam sempre, mas parece que nunca a encontram. Nunca se sentem felizes. Por que?

Talvez por não conhecer o verdadeiro sentido da palavra? Ou por não entender o que, realmente é a felicidade?

Por vezes se iludem imaginando que, para ser feliz, deve-se atingir objetivos mirabolantes, adquirir bens custosos, alcançar metas quase inalcançáveis. Deseja-se algo que, dentro dos padrões da sociedade que vivemos, é considerado “proibido” ou “ilegal”, e se faz desses desejos uma necessidade primordial. Muitas vezes é apenas uma inversão de valores que transforma o fútil em essencial.

Na realidade, muitas vezes nem se avalia muito bem o que, de fato, se define como a tal “Felicidade”. Se perguntado, alguns nem sabem responder o que os fazem felizes.

Num mundo cada vez mais consumista, nunca se está satisfeito com o que se tem e busca-se sempre mais e mais. E, normalmente, esse plus que se inventa pra ser feliz, nada mais é que meros bens materiais.

Com o passar dos anos a vida ensina que não é isso que faz, ou traz a felicidade.

Ser feliz é uma opção e creio que está inserido no que se chama livre arbítrio.

Alguns passam a vida procurando a felicidade, para esses, ela é sinônimo de riqueza e luxo.

Alguns são felizes, simplesmente, sem ter um porquê. E o são todos os dias, vivendo em cada dia no seu tempo, com os seus encantos e desencantos. Esses sim, sabem viver.

Nas simplicidades que a vida tem para oferecer, como: ver o dia amanhecer, ver o sol esconder-se, viver tudo isso e lembrar de agradecer.

Fazer da vida uma sucessão de dias felizes é a lição que se deve aprender.

 

 

 

 

 

 

 

Para finalizar, também, com uma música,

 

 

( Natal todo dia - de Mauricio Tapajós )

 

“ Se a gente é capaz de espalhar alegria,

Se a gente é capaz de toda essa magia,

    Eu tenho certeza que a gente podia

 

 

    Fazer com que fosse Natal todo dia. “

 

 

 

 

 

 

 

 

Valquiria Imperiano

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nasceu em João Pessoa - Brasil. Diplomada em Letras. Professora de língua portuguesa em escolas públicas e privadas no Brasil, secretaria da Escola Municipal Dra. Renata, lecionou português para estrangeiro em Genebra. É artista plástica. Publicações solo : Souhtend-on-sea Exhibition, Cofre Aberto, Espelho meu Espelho e A vingança dos Deuses, A Costureira que Remendava Lembranças, Navegando em Ondas Altas e co-autora em mais 40 Antologias. Textos laureados : na Noruega “Ser Brasileiro” e no Brasil “A Princesa Imperial”. Prêmios: “Excelência Literária da Rebra”, “Corujão das Letras 2015”, “Artífices da Poesia”; menção honrosa. Membro efetivo e secretaria da Académie de Lettres et Arts Luso-Suisse, ocupando a cadeira de número 18, tendo como patrono Jorge Amado. Mentora e Presidente da Associação CULTIVE (cultura arte literatura e solidariedade), do Jornal CULTIVE,  de “Um dia de felicidade” (campanha para  levantar  para crianças carentes no Brasil).

Site: www.arts-imperiano.com

 

Feliz Natal 2016   por Valquiria Imperiano

 

Estamos nas vésperas de Natal e este ano fechamos o Feliz Natal pensando na dor que mora no peito do outro lado do Atlântico. 

 

Atentados que marcam nossos momentos acontecem e nós aqui ficamos a indagar por que tais coisas continuam acontecendo. É  difícil compreender a natureza humana. Lá os atentados oficiais, aqui, no Brasil, os atentados esperados, porém não desejados. Lá é uma questão política religiosa, aqui uma questão política social. Nenhum deles constrói, todos são destrutivos, corrosivos e funestos.

 

A Europa é sacudida, a cada seis meses, por loucos fanáticos que defendem seus idealismos em nome de AlLah! Em  todo caso, nenhum Deus mandou, nem ordenou essa loucura irracional que motiva os fanáticos a guerrearem em seu nome. “Ignorância” devia ser o nome do seu deus, quando ela reina e dirige a cabeça do homem, o resto mais torna-se desvalorizado e secundário. A vida torna-se uma mero brinquedo. E todos viramos joguete nas mãos dos alienados da moral.

 

Mata-se, matam-se, estrupiam, estrupiam-se como se a vida fosse uma escultura de areia, fazem-na e depois é destruída pelo vento, dispersada pelo ar. Nunca me tinha imaginado uma escultura de areia, frágil! Um vem, e me faz, outro vem, e me destrói sem dó, nem respeito. 

 

Tanta coisa precisando ser feita, refeita, criada, modificada e melhorada nessa terra! Uma pequena minoria levanta  as mangas para criar solidariedade e uma grande maioria levanta para destruir, espezinhar, caminhar sobre a miséria dos outros, alimentar a desgraça, guerrear, explorar e abusar do outro.

 

O sangue escorre pelo asfalto negro, mas o asfalto não é fértil, não faz nascer vida e torna-se um quadro de terror criado pelos desprovidos de consciência. Destroem motivados pela anticristianismo e pelo anti-ocidentalismo. Protestam, matando, por sentirem-se segregados, determinados a disseminarem o islamismo.

 

Todos os anos o terrorismo deixa sua marca, as matanças acumulam-se, os governos tentam proteger-se, organizam estratégias de defesa, mas os predadores invisíveis, trabalham na surdina, recuam, deixam os ânimos esfriarem e voltam a atacar, e fazem novas sangrias, e todos são apanhados sempre de surpresa, e todos ficam indignados pelas atrocidades cometidas, e eles cometem mesmo se aceitos nas sociedades, disseminam o ódio e ganham o desprezo dos demais.

Aqui no nosso ocidente pacífico, que não é tão pacifico assim, a violência veste roupas de terrorismo, apenas os objetivos são diferentes e os motivos também. Mas não é menos causador de indignidade. Os métodos são extremamente variados, do simples roubo, ao estupro, assassinato, sequestro, rapto infantil dentro do ventre materno, ataques de loucos com seringas... etc, etc, etc. São tantos etc e tantas mentes arquitetando métodos de cometer o crime que ultrapassam a indignação e a incredulidade. E o cidadão do nosso país não consegue mais ter nem um momento de calmaria. O dia-a-dia é preenchido com a espera do que devia ser inesperado: a violência e a agressão pessoal a sua dignidade. 

 

E o Natal bate à porta e desejamos paz e amor aos que nos cercam, enquanto não vemos as lágrimas dos que foram atacados pelo terrorismo ou pela criminalidade ocidental que não sabe o que é compaixão, amor ao próximo, caridade, respeito e humanidade.

 

Quem são esses seres vazios de reflexão filosófica que não indagam sobre os sentimentos humanos? De onde vieram? São seres da nossa Terra?  São derivados dos animais mais desprovidos de sentimentos, como os jacarés, que comem seus próprios filhotes ou são  originários das pedras que não pensam? Não quero ofender os animais, muitos são mais avançados do que esses seres desprovidos dos sentimentos básicos que nos torna humanos.

 

Não estou preparada para analisar essas criaturas atrasadas, mas tudo tem sua razão de ser. Talvez suas funções sejam as de nos fazer enfrentar essas atrocidades, para que possamos policiar nosso próprio comportamento e fazer crescer em nós os sentimentos de amor ao próximo levados pela indignação da falta de discernimento entre os conceitos certo e errado praticados por esses seres desumanos.

 

Mas continuemos a desejar, de coração, a felicidade do próximo; continuemos a praticar o bem e a fazer a caridade, por menor que seja, ela sempre enraizará, crescerá, dará sombra e frutos, e quem sabe em nós, seres ditos humanos desprovidos de sentimentos nobres, comece, logo, a germinar a árvore do amor.

 

É triste começar a falar do Natal relembrando factos desastrosos, mas eles estão aí nos afetando, relembrando a nossa fragilidade e dificuldade de compreender o quê somos e o porquê de estarmos aqui nesta terra tão conturbada e tão necessitada de harmonia.

 

Jesus veio, e foi morto pela incompreensão e continua sendo morto cada vez que as suas palavras são contraditas, mas Ele é mais forte do que as forças negativas do ódio, e nós, que trabalhamos por manter sua mensagem, só devemos continuar a trabalhar e a pôr em prática seus ensinamentos para que sejamos um dia ungidos pelo amor perfeito que não conhecemos e possamos finalmente viver em estado de felicidade.

 

Feliz Natal para todos e que sejamos protegidos das violências terrestres!

 

 

 

Cultive solidariedade

 

 

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Dia de

 

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Como nasceu  

 

 

 

 

Nasceu aos poucos. A partir de observações feitas durante viagens e descobrindo que em todo lugar do mundo pessoas vivem em situação de  pobreza, conclui que o nosso “ pouco é tudo pra eles”.

 

Não é possível abarcar o  mundo com as pernas, mas se cada um de nós fizermos o mínimo por uma pequena comunidade, esse mínimo será muito.

 

 

 

     

Cidade de Marcação – Aldeia indígena na Paraíba

 

 

 

 

 

 

 

Marcação na Paraíba é uma aldeia com mais de 100 mil índios Potiguar.

A foto mostra a situação de pobreza

 

 

 

A história de um projeto

 

 

 

Todos os anos quando vou ao Brasil, e calha de ser na época do Natal, deparo-me sempre com as atividades do comércio. Pessoas que vão e vem comprando os presentes para as crianças. Enquanto não havia minhas netas, minhas compras limitavam-se aos supermercados para organizar a ceia e os presentes de gente grande que eu levava daqui da Europa.

Nos supermercados, deparava-me às vezes, com algumas crianças que discretamente circulavam tentando aproximar-se dos clientes para pedir-lhes algo que ajudasse em suas casas, digo discretamente porque os vigilantes, atentos aos pedintes, perseguem toda criança com cara de mendiga que aborda os clientes.

Uma dessas crianças aproximou-se de mim quando estava na lanchonete, sentou-se e ficou olhando-me em silêncio. Compreendi seu silêncio e perguntei-lhe se queria algo, ele respondeu de imediato que sim. Na minha desconfiança quanto ao uso do dinheiro, que muitas crianças utilizam para comprar droga, disse-lhe que me dissesse o que queria e eu compraria, elas( eram 3 crianças) não queriam comer ali, queriam alimentos para levar pra casa.

 

 

 

Perguntei-lhe porque não estavam na escola, pois ainda não era férias, o que a mãe fazia, onde moravam, o série que estudavam, etc. Eles contaram que eram cinco pequenos e um irmão mais velho adolescente que estava procurando trabalho, o pai sumira e a mãe trabalhava fazendo faxina, tinham mais um irmão de 3 anos e outro bebe. E eles pediam no supermercado comida pra ajudar em casa, mas tinham que fazer atenção com o vigias, que os escorraçavam  e até batiam neles. Eles moravam num ruela perto do supermercado em Florianópolis, iam pra escola pela manhã uns, e à tarde outros, assim podiam cuidar dos pequenos na ausência da mãe.

 

Aquilo me cortou o coração, então comecei, a partir de então, a dar um pouco sempre que cruzava com uma criança de rua. Mas fiquei no cruzar, se me deparava com uma criança pedindo oferecia-lhe o que me pedia, não fui mais além.

 

Quando minha neta nasceu, fui então à uma loja de brinquedos para comprar presentes para ela. Era natal. E lá deparei-me dessa vez com mães que vasculhavam discretamente a loja fazendo de contas que estavam procurando algo, elas tinham crianças ao lado e orientavam os filhos para não tocarem para não quebrar nada pois custava muito caro.

 

As crianças olhavam os brinquedos devorando-os de desejo. Fiquei observando discretamente e vi as mães que aproximavam-se de pessoas bem vestida e perguntavam-lhes se podiam comprar um determinado  brinquedo que custava 5  reais, imagine 5 reais! Ela não tinha  o dinheiro e a criança estava pedindo à mãe. A pessoa fez que não ouviu, virou as costas e continuou suas compras. Comprei o que a criança queria e lhe dei. Perguntei se tinha mais crianças em casa ela me disse as idades comprei uns presentes para cada e ela levou os presentes, super agradecida e chorando.

 

Foi muita coragem daquela mãe que se dispôs a rondar a loja para conseguir comprar uns pequenos presentes para seus filhos na época do Natal. É lógico que me vi cercada de mães pedindo isso e aquilo. E por incrível que pareça nenhuma tentou aproveitar-se pedindo coisas exorbitantes ou para crianças inventadas, diziam-me o que o filho pensara e procuravam algo com preço baratinho de cinco reais. Umas pediram shorts, camisetas, brinquedos mas sempre para os filhos, nada para elas, então eu disse a uma que olhava uma legging que podia escolher, ela ficou olhando-me muda, e só perguntou:

 

-A senhora vai comprar pra mim?

 

-É, é um presente de natal pra você!

 

-Obrigada senhora mas eu prefiro uma bola pro meu filho -disse- eu troco a legging pela bola, pode ser?

 

-Pode! Escolha a bola!

 

Ela escolheu a bola entregou-me para eu pagar, então virei-me pra ela e disse-lhe, agora escolha uma legging!

 

Ela ficou paralisada e perguntou se eu ia desistir da bola, disse-lhe que não, que podia, também, pegar a legging. A senhora caiu no choro ali na minha frente. Entre soluços disse-me que nunca tinha recebido um presente de natal, aquele era o primeiro. Perguntou-me se poderia abraçar-me e disse à criança para abraçar-me e agradecer-me. Foi emocionante o que senti.

 

 

 

                          

É uma realidade muito triste, chegar o natal e não poder oferecer um presentinho ao filho.

 

 

Um projeto começa devagar e vai criando raízes até virar uma realização.

 

 

Lembro do meu pai fazendo a maior ginástica par nos oferecer um brinquedinho que ele comprava com sacrifício para cada filho. Eu ainda tive umas bonecas grandes que ele escondia embaixo da cama, depois foram nascendo os filhos e a boneca foi diminuindo de tamanho até desaparecer. Lembro dos bebes gigantes e da boneca amiguinha que minha vizinha recebia de presente e eu sonhava que, também, receberia uma um dia.

É, passou o tempo e ponho-me na pele dessas crianças que nunca recebem nada e guardam o sonho do Natal esperando que aconteça um milagre que venha alimentar suas esperanças na vida e na humanidade.

 

Então passei a levar sempre nas minhas viagens pelo mundo pouco objeto pessoal e muita coisa para presentear, chocolate, sabonete, escova de dentes, lápis, canetas, maquiagem, esmalte, perfume até cotonete já levei e não sobrou um.

 

Às vezes, pensamos que as pessoas não querem ou irão ofender-se com tais presentes mas isto é um engano. É uma pena que o limite de bagagem não nos permita transportar um volume maior.

 

Vivo aqui na Suíça onde o desperdício é normal e ao ver brinquedos e roupas seminovos que seriam uteis a tantas pessoas carentes, fico indignada.

 

O ano passado pedi ao meu sobrinho e a minha mãe para executarem UM DIA DE FELICIDADE na aldeia de Tramataia e numa favela de Fortaleza. Mandei uma verba para eles comprarem brinquedos e alimentos que foram rapidamente distribuídos. Um pouquinho de sorriso e um pouquinho de guloseima fizeram a alegria. Foram poucas as crianças favorecidas é verdade, mas significou  um sorriso no rosto de um criança.

 

Esse ano decidi criar a campanha oficialmente, dando possibilidade à pessoas que pensam em dar algo a uma criança mas não tem tempo ou não sabem como. Há muitas campanhas humanitárias pelo mundo mas ainda é pouco para levar esperança à tantos desmunidos. Espero que muitas pessoas cooperem, o valor não importa. O que importa é que atrás de cada valor doado, um sorriso despontará.

Colocarei fotos e filmes, assim como, uma prestação de contas na página do evento para que as pessoas possam acompanhar o evento e assegurar-se que as crianças foram presenteadas.

 

Valquiria Imperiano

 

 

 

 

 

A campanha UM DIA DE felicidade está se realizando

Os brinquedos comprados em Fortaleza

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

    

 

 

 

Em Fortaleza no Orfanato Céu

 

 

Fizemos a visita no Orfanato CEÉU. São crianças abandonadas pelos pais ou tiradas pelo conselho tutelar, todas possuem um histórico de contato com pessoas portadoras do vírus da Aids, algumas possuem defieciencia física eles recebem tratamento e esperam adoção . As crianças vivem sob os cuidados de duas assitentes. Elas não podem ser fotografadas. O CÉU é uma instituição criada num condomínio Espiritual Uirapuru onde são agrupados abrigos para crianças abusadas, para idoso e crianças portadoras do vírus da Aids. Distribuimos os briquedos, brincamos com eles, levamos um bolo salgadinho e bebidas.

Espero que as crinaças encontrem boas familias que os acolham e façam-lhes esquecer o sofrimento dos maus tratos recebidos pelos pais.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O céu

 

Hoje estive no Céu, passei no Céu, andei no Céu e abracei os anjos do Céu.

Havia árvores verdes e frondosas, havia uma casinha simples pintada de rosa e uma cerca de arame separando os anjos da terra. Não havia cadeado e os anjos ficavam atrás da cerca com desejo de abrir o portão e voar pelo mundo.

Os anjos eram de varias cores, havia anjos de pernas, havia anjos arrastando-se com defeitos físicos muito graves, eram anjos de varias idades, bebes de 4 meses, 7 meses, 2,5,7,14 anos e até anjos de 20 anos.

Anjos de carne e osso, com o olhar cheio de desejos de carinhos. Anjos abandonados, que foram maltratados e encontraram no céu o carinho de professionais.

Anjos sem asas que esperam um lar, que  recebem tratamento para combater os vírus que circulam no seu sangue e os ameaçam de cortar suas vidas. Anjos ajudados por pessoas que lhes oferecem amor e carinho, e atenção e ajudam esses anjos a saírem das ruas da miséria e aprendem a ser homens honestos e são protegidos do destino cruel que transforma crianças abandonadas em adultos revoltados.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2017

 

 

 

 

Feliz Ano

Novo

 

 

 

 

 

EM PAUTA

 

O QUE PASSOU MAS FICOU

 

ALALS

Académie de Lettres et Arts Luso-Suisse

 

 

 

OUTUBRO

 

 

No último mês de outubro de 2016 em Genebra ocorreu a cerimônia de posse dos membros e da direção da ALALS.  O evento

 

 

 iniciou com um almoço no Café Pessoa em Genebra em seguida os membros receberam suas condecorações e juraram sermão numa cerimônia com a presença de convidados.

 

 

 

 

Tomaram posse os seguintes membros:

 

Augusto Lopes – Presidente

Maria Lúcia Amélia – Vice-presidente

Lou Carrigo - Tesoureira

Valquiria Imperiano - Secretária

Alexandre de Deus

Amalia Mendonça

Flávio Borda d’água

Carmen Ferreira

 

 

 

Carmindo Carvalho

Ignez Cidade

Jorge Esteves

Jean Marie Claret

Mar Soares

Maria da Graça Melo

Reto Monaco  -

 

 

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Ainda em outubro os membros da ALALS Augusto Lopes, Maria da Graça Melo, Lou Carrico e Valquiria Imperiano estiveram em Bologna  na 1ª FLIP, organizado pela escritora Marcia Rocha, que foi empossada como membro da ALALS.

 

 

 

 

      

 

              

 

 

 

 

 

 

 

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NOVEMBRO

 

SESSÃO DE AUTÓGRAFO RETO MÔNACO

 

No dia 19 de novembro o historiador RETO MÔNACO apresentou seu livro

REPÚBLICA DO BRASIL na livraria  Camões em Genebra

 

 

 

CERIMÔNIA DE POSSE

 

 

 ALALS

NOVOS MEMBROS

No dia 05 de  NOVEMBRO no museu Voltaire em Genebra. Foram empossados : FLAVIO BORDA D’ÁGUA historiador ocupa-se dp museu do museu VOLTAIRE em Genebra E  VALÉRIO PARANÁ na ALALS advogado em Genebra.

 

 

 

 

 

 

Circuito Café-Cultura

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Agenda Cultive

 

Janeiro

Campanha Um dia de Felicidade em Marcação

 

Dia 05 de janeiro 2017 será realizado a campanha Um dia de Felicidade em Marcação com distribuição de presentes, workshop, criação de uma pequena biblioteca, será oferecido um café com bolos e bebidas. Serão 3 dias de festividades.

A campanha foi aberta em agosto de 2106. Recebemos doações de livros e dinheiro.

Já foram comprados brinquedos e alimentos. E a Cultive agradece às pessoas que até este momento cooperaram com doações para que está campanha possa ser realizada:

Graça Vasconcelus de Brito, Rejane, Regina, Marcela Imperiano Pimentel, Leca, Veronique Répond,  Héstia Imperiano, Alexandra, Telma Martins, Edelzia Godinho, Marc Guillemin, Gracinda, Elenir Cotorelli, Rita Vieira,

Luciana Imperiano Bodner.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Abril

31º Salão do Livro e da Imprensa de Genebra

 

 

 

 

 

 

 

 

        

 

 

Académie de Lettres et Arts Luso

Suisse - ALALS

 

A CULTIVE tem a grande honra de convidá-lo a participar do

31º Salão do Livro e da Imprensa de Genebra

que se realizará  em Genebra – Suíça do 26 ao 30 de abril de 2017.

Sobre o Salão

A 31ª edição do Salão do Livro e da Imprensa de Genebra, considerado o maior evento literário da Suíça, conta com cerca de 100 mil visitantes e é um dos mais prestigiados em toda a Europa. O Salão será recheado de eventos remarcáveis : presença de autores consagrados, entrega de prêmios, dos quais o « Prêmio do salão, o Prêmio do público da RTS,  prêmio Kourouma e o prêmio Cultive de literatura» e, também, 2300 animações para adultos, jovens e crianças.

O STAND CULTIVE, com a participação da Académie de Lettres et Arts Luso  Suisse (ALALS), tem com o objetivo de promover as obras dos autores lusófonos no território europeu, de oferecer-lhes a oportunidade de aparecerem no cenário literário internacional, de realizarem intercambio com professionais do mundo da edição do livro e com personalidades do mundo literário presentes no Salão, e de agregarem ao seu currículo a participação neste evento reconhecido mundialmente. 

A CULTIVE e a ALALS estão empenhando-se para o sucesso desse evento por isso não perca a oportunidade de mostrar seu trabalho literário no cenário internacional.

 

 

 

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Art Littérature Solidarité

 

Com o apoio da

Académie de Arts et Lettres Luso-Suisse

 

 

1ºConcurso de Arte  Cultive em Genebra

Prémio Cultive de Arte

Em Genebra quase  40% da população é estrangeira. Mais de 30 mil, de língua portuguesa, formando a maior comunidade estrangeira do cantão de Genebra, motivo pelo qual criámos:

            1ºConcurso de Arte Cultive de Genebra – Prémio CULTIVE

A Cultive e a ALALS selecionarão 3 obras que serão expostas no 31ª Edição do Salão do Livro de Genebra sendo que apenas 1 será escolhida para ilustrar a capa da ANTOLOGIA CULTIVE.

A Antologia Cultive será lançada no 31ª Edição do Salão do Livro de Genebra que se realizará de 26 a 30 de abril de 2017, em Genebra, na Suíça.

As inscrições abertas.

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Académie de Arts et Lettres Luso-Suisse

1º Concurso Literário de Língua Portuguesa Cultive

Prêmio ALALS de Literatura

O 1º Concurso Literário de Língua Portuguesa Cultive

selecionará obras que serão publicadas na

ANTOLOGIA CULTIVE.

A Antologia Cultive será lançada na 31ª Edição do Salão do Livro de

Genebra que se realizará do 26 ao 30 de abril de 2017, em Genebra, na Suíça.

 

 

 

 

 

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Expondo na Cultive

 

Artistas da Edição

 

Leca Araújo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mar  Lia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Marcia Rocha

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Valquiria Imperiano

 

 

Jardim dos Homens

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Jardim dos homens

 

São seres escondidos que trabalham conosco e por nós. São a nossa esperança, nosso querer, nosso poder, nossa vontade, nosso trabalho para o bem. São as sementes que plantamos no nosso jardim, no jardim do próximo.

São nossas dores reais, também, camufladas, amenizadas exteriorizadas. Somos nós, o bem e o mal lutando, gritando, combatendo, combatendo-nos, disputando-nos, donos da verdade, donos da nossa verdade... Impotentes, irreverentes, orgulhosos, mentirosos e mesquinhos, combativos, desconfiados, críticos, julgadores porque nos damos credibilidade para sermos juízes, surdos e cegos à verdade, somos a balança do próximo.

Um mar de movimentos inconscientes, às vezes conscientes. Querendo livrar-nos do peso, encontrar o caminho da paz e da felicidade sem pesar nossas ações, achando-nos merecedores...

Somos humanos, caminhando às cegas tateando a felicidade, muitos sem saber que estão acompanhados por Ele, às vezes, chamado anjo; às vezes, chamado santo; às vezes, chamados guia; às vezes, nossa consciência invisível. ELE nossa força invisível... segurando e amortecendo nossas quedas...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

2017 bate à porta.

Entre com paz!

 

Deixe a discórdia fora!

Traga luz e cor para todos!

Feche a porta!

Aprisione o homem na harmonia!

E construa um arco-íris de felicidade!

 

Por  Marcia Rocha e Valquiria  Imperiano

                                              

 

 

Próxima edição do JORNAL CULTIVE : março

 

Participação gratuita e limitada (máximo 20 textos) enviem seus trabalhos e sugestões pelo e-mail  imperianov@gmail.com

Para manter um padrão literário de qualidade limitamos os textos. Serão selecionados os vinte melhores textos que participarão do próximo número.

 

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